<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989</id><updated>2011-08-01T18:14:11.178-07:00</updated><title type='text'>a vida urbana comentada outra vez</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-3827085759843870273</id><published>2009-12-08T02:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T02:15:09.786-08:00</updated><title type='text'>Carta de Inicio- quase Meio- de Dezembro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;“ Meu Amor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Como você está meu amor? Onde você esta?Eu sei “como” para você é indiferente. Não te importas com quem vai, ou volta, nem se chove ou faz sol. Para ti , minha flor ideal, mais importa a idéia, a expressão e quem te usa para torcer e distorcer -até mesmo subverter. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Aquela madrugada de novembro. Tão horrível, e você me deixou. Aquilo o que você falou de mim é ainda a pura verdade, e sinceramente, mudei muito pouco. E abrindo a porta da noite,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;num ímpeto indiferente, você soltou três resmungos doces, e me deixou. E foste embora andar pelas ruas da madrugada. Imagino que achaste lugares amplos, e dedos que te espalhassem por mais linhas ,de forma mais precisa, respeitando cada espaço&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;curvo do teu imaginativo corpo. Tua beleza, minha procurada, está em apenas sentir o efeito da tua presença naquele espaço mais ardor, mais dor, quando tu deixas o teu aroma pensante e suspendes a nossa alma na tua crueza e singeleza. Não há cabelos em ti, mas extensões aos nossos amores, para as profundas dores te enraizando naquela vontade de dizer que nos consome a alma e a existência. E mesmo tu sendo a razão de viver de muitos outros além de mim, não guarde de ti ciúmes e rancores.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Apenas quero tua presença de volta, pois pouco me importa se estais “pura, ou degradada até a ultima baixeza”. Quero apenas estar contigo e tua indiferença etérea- esse portal imenso onde uma coisa pode se tornar outra, ou as duas ao mesmo tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Palavra, meu amor. Porque você foi embora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Eu fiquei órfão da tua graça séria. E na praça lembrei de você. Andei triste pelas ruas, incompleto. E elas continuaram tristes, não me diziam mais nada. Não há mais conversa entre árvores e grades. Nem mulheres de procedência duvidosa escarafuncham as ruas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;embebidas da noite num tom jocoso. É apenas triste. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Palavra onde está tua mão fria e líquida? Traz então teu corpo impreciso e curvo de volta a minha casa. De novo ao meu lado. Apesar de não te compreender, preciso de você aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Palavra não há carícia, consolo ou declaração&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;te traga de volta, mas volta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Tu és uma cabrita teimosa. Muito Tinhosa. Bruta. Que luta. Mesmo assim, minha vida está chata sem você, perdeu grande parte do sentido que tinha. Volta Palavra. Fala outra vez, Palavra. Me dobre Palavra. Ria na minha cara, e dobre os meus músculos, mas volta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Palavrinha Meu amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Mancho esta carta de lágrima invisível. É uma lágrima seca, feita de idéia. Bem do seu gosto. Volta. Palavrinha meu amor.” &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-3827085759843870273?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/3827085759843870273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=3827085759843870273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/3827085759843870273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/3827085759843870273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2009/12/carta-de-inicio-quase-meio-de-dezembro.html' title='Carta de Inicio- quase Meio- de Dezembro'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-2558947574406191661</id><published>2009-12-04T15:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T15:49:28.377-08:00</updated><title type='text'>Estamos Brigados</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;É chuva, e estamos brigados. Eu e ela. Vai pingando barulho pelas gotas que caem no chão, e a janela esta cansada de me ver tão perto, olhando para “não sei o que”. Já&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;posso até ouvi-la reclamar bem baixinho, quase acompanhando os barulhos gotejantes que escorrem das nuvens. E eu ali sentindo falta dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Estamos nessa há um ano... Sorvo meu café, olho a chuva, e penso o quanto o asfalto era menos asfalto quando ela estava comigo, ou o chilreio das rodas de ferro nos trilhos eram uma canção doce. Ela estava sempre ali... E se ria toda prosa, no mesmo barulho da conversa entre papel e caneta, enquanto eu dizia coisas ininteligíveis a outros humanos. Era apenas para ela.  Somente ela entendia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Um ano. Palavra, minha amada, onde está você? Seu riso, sua mão fluída e fria, de barulhos insólitos espalhados na minha mente, para onde você levou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Minha dor é muita. E agora nesta hora tão vária, tão pária, você me faz falta. Como você pode? Deixou-me assim... A troco de quê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas você nem me responde. Ri faceira, com seu rosto dúbio escondido&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;em seu toque&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;líquido, no sussurro de seu canto de mil-cores cintilante breve e grato do som de tuas curvas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Com as tuas curvas eu&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;andava mais longo. E tudo para mim era uma graça sem fim. Palavra onde está você? Você me deixou órfão? Um “maior abandonado” .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Lembra de maio? E do vento, “tu lembras”? E aquela folha ínfima , pequena ,e cheia de vida seca? Você me mostrou como ela dançava ao vento. E eu ficara ali maravilhado. Alumbrado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Palavra, não me deixe sozinho. Fica ao meu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Meus dias são turbulentos, e sem você turbulência não é poesia, nem risco e memso ainda postagem em blog. Isso&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;então nem se fala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Sem você meu amor, escrever dá graça. Volta que eu to te esperando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Eu sei que não tem cafuné que te amanse, nem abraço que te acalma, mas eu faço tudo o que você mandar. Me sujeito aos teus caprichos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Palavra, me encontre na esquina, naquela praça novamente. Palavra...Palavrinha, meu amor. Me ache naquele ponto de ônibus, naquele sonho, na música, dançando pelas notas, escondida, risonha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Vem para aquela valsa comigo e rir da velha que grita “é meu” no carteado à meia luz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A praça não tem mais graça sem você Palavra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Minha vida está sem bossa. Palavra. Volta Palavra Meu amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:5.25pt"&gt;Vou te mandar uma carta. Palavra eu to chorando... E com ela molharei o papel&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-2558947574406191661?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/2558947574406191661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=2558947574406191661' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/2558947574406191661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/2558947574406191661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2009/12/estamos-brigados.html' title='Estamos Brigados'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-4663172077161862642</id><published>2008-09-22T00:08:00.001-07:00</published><updated>2008-09-22T00:08:34.782-07:00</updated><title type='text'>Um</title><content type='html'>Sem sono, tela branca, três e pouco da manha. Quase quatro. Em um o pensamento voa, longe, pro nada. Pois um é o suficiente para ranger cansaços e chorar. Para isso, realmente, basta-se um. &lt;br /&gt;  Um é a visão atordoante de si mesmo, depois de longo tempo. Pois um também, na calada do sem-sono, vai verificar o que acontece por que afinal não anda...&lt;br /&gt;  Um deixado de lado, e sempre sozinho, vai tentando, desesperado, ainda ser um decente.&lt;br /&gt;   Pois para rolar  pensando, basta-se um. E arrumar algo, por no lugar, também não se tem outro.&lt;br /&gt;  De um em um, o sono não enche o papo. E mais um não é coelho algum, nem carneiro para se contar.&lt;br /&gt;  De uma preocupação, vira um choro, uma prece. É um. Noite de um.&lt;br /&gt;  Mas os chinelos, os travesseiros e os óculos ainda são dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-4663172077161862642?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/4663172077161862642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=4663172077161862642' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/4663172077161862642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/4663172077161862642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/09/um.html' title='Um'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-4776738702793418706</id><published>2008-09-22T00:02:00.001-07:00</published><updated>2008-09-22T00:02:30.963-07:00</updated><title type='text'>Dois.</title><content type='html'>Janelas grandes , sempre mostram dois. Caminhos e bancos também. Dois se abraçam. Dois levam. Outros dois discutem. Adiante outros dois, bestamente olhando o céu, se admiram refletidos na lua. &lt;br /&gt;   Com duas casquinhas , de diferentes sabores, em diferentes mãos, derretem-se no sereno da noite. Estrelas com testemunhas. Caminham pingando, levando como se tivessem coleiras, outros dois conversando distraidamente.&lt;br /&gt;   A noite, também se encerra com o dia. E mais outros dois.&lt;br /&gt;  Duas estrelas brincam alegres com a lua.  E dois cachorros, na canção tocada do trotar de suas patas, rondam a praça de onde vagabundam todo o dia. Uma eminência de perigo constante. Perigo pra ninguém.&lt;br /&gt;  Um Ônibus deixa dois velhinhos no ponto de pedra-portuguesa. Duas sacolas nas mãos de uma senhora.&lt;br /&gt;  E dois, em par, de sapatos caminham sofregamente para casa. Por fim dois travesseiros acolhem uma cabeça cansada. E na janela o vidro é em dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-4776738702793418706?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/4776738702793418706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=4776738702793418706' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/4776738702793418706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/4776738702793418706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/09/dois.html' title='Dois.'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-7760991493341203030</id><published>2008-09-21T23:53:00.001-07:00</published><updated>2008-09-21T23:53:41.711-07:00</updated><title type='text'>Três</title><content type='html'>Três pessoas se estendem numa sala pequena. Amarela, mostrada, e três sofás também O som da rua se bate nas paredes mostardas e sem pão; ecoa o ciscar de rodas pelo piso branco, recém varrido. Piso de sala afinal.&lt;br /&gt;   Três pessoas, de diferentes pontos , numa mesma sala... Bem assim...&lt;br /&gt;    Que num vestido quadriculado olha absorta noite a fora. E  outra bocejando, tecla seu amor ao amor distante. Bem atencioso. Atenção a ambos O mais tonto escreve, rabiscando a descrição.&lt;br /&gt;   Três pessoas numa sala pequena. Na mesma sala, mas  os lugares são diferentes no coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-7760991493341203030?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/7760991493341203030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=7760991493341203030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/7760991493341203030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/7760991493341203030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/09/trs.html' title='Três'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-7764404556571714601</id><published>2008-09-05T21:22:00.001-07:00</published><updated>2008-09-05T21:28:16.505-07:00</updated><title type='text'>Uma Carta Aberta</title><content type='html'>E  vai aquem interessar possa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No burburinho de pouca gente na praça, a caneta corre solta, feliz. Felicíssima.Pois andou meses atarefada com conversa séria, doida por uma parolagem fácil e feliz com o papel nas linhas como compasso, de pura bestice embromativa, bem próprio de caneta que súbito se desocupa.&lt;br /&gt;Pois esta é uma carta aberta. Aberta a todos, a quem aqui passar. E mais ainda de sentido. Pois o tempo me foi minguando bem assim...  E me vi necessitado de linhas bestas e puras, sobre tudo felizes. Indo ao sabor dos carros corridos no fim de noite, fim de inverno e banco de praça à meia luz, que ainda não está no fim; graças a Deus.&lt;br /&gt;Me venho passando bem nos ônibus, em rilhar dos trilhos; correndo e voltando sem correr, para um relógio que me perde de vista. Cochilo sentado. Ronco em pé.&lt;br /&gt;To cansado: tenha dó!&lt;br /&gt; È  uma carta. Ainda continua sê-lo, mas sem muitas notícias plenamente fundamentadas. Só noticiosas. Falácia solta em linhas amiúde. E não foi? A lua de ontem estava lá toda prosa... Ria , brilhante. Linda!Festejava nada com duas estrelinhas sem-vergonha que lhe saltavam em redor. Borbulhavam límpidas no céu.&lt;br /&gt;Grande notícia para uma carta.&lt;br /&gt;E aí vão mais grandes notícias para uma carta.&lt;br /&gt;Minha cidade, não muito preferida, mas ainda minha, continua enxada. Desordeira e inchando, vai ficando até sem lado para se espichar na sua constante inchadura. &lt;br /&gt;E que festa! Sim senhor! Comemoram não sei o que, e não sei com que tempo. Sempre cheirando à churrasco e cerveja,  as ondas e satélites  repetem o comum do futebol  burramente ampliado a escalas absurdas. Bola flatulenta também se vale de menção honrosa e reportagem.&lt;br /&gt;Exagero é não gostar (dizem)!&lt;br /&gt;E num ritmo frenético as coisas se arrastam. Marcha lenta para a grande minhoca-engarrafativa. Vai tomando tudo. E então a melhor opção de exercício matutino é o estirar-se lento e cumprido da metálica e carbônica minhoca-garrafa.  Que se vai gritando pela avenida a fora de muita gente, uma minhoca-metálica gigante de voz buzinante.&lt;br /&gt;Suores escorrem lentos como o dia. É inverno... Mas isso não acontece tanto. Só de vez em quando. . Um  inverno seco, e quando chove, se cai pouco. Não tenho muito, afinal, para falar sobre isso.&lt;br /&gt;Segue prosa.&lt;br /&gt;Escorre carta.&lt;br /&gt;Dança letra.&lt;br /&gt;A caneta reza a sua ladainha. Reza em “i”.&lt;br /&gt;Lá vai o rádio vomitando absurdos, num ritmo agitado, morno e néscio.&lt;br /&gt;Coisa memorável de se notar: poucos cães, vagabundos sem pátria, vagam hoje na cidade.&lt;br /&gt;Casais dançam imóveis numa dança burlesca sobre os bancos, frestas e escuros. Sem sair se cansam de lugar e vão-se embora, de mãos dadas. Ofegam sei lá por que (ou sei e me finjo de puritano; pura besteira)...&lt;br /&gt;E por aqui vou ficando&lt;br /&gt;E muito mais me “cartando”&lt;br /&gt;Uma carta aberta&lt;br /&gt;Carta absurda. Endereçada a quem interessar possa. Termina dizendo notícias de nada , numa cidade caótica. De ritmo besta, morta-de-chique, e de tanto sentido quanto esta carta .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com'amor e sarcasmo&lt;br /&gt;Caio Bessa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-7764404556571714601?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/7764404556571714601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=7764404556571714601' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/7764404556571714601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/7764404556571714601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/09/uma-carta-aberta.html' title='Uma Carta Aberta'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-1902561811786152363</id><published>2008-06-03T19:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T19:26:08.143-07:00</updated><title type='text'>" A marcha (primeira parte)"-É se ver de maneira amorosa, para assim ver os outros...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;o Sol vai se deitando leitoso e vermelho por de trás dos prédios naquela tardinha quente e populosa de verão , tão típico do centro da cidade do Rio de Janeiro. Os prédios parados , e lá do alto assistindo as pessoas apressadas e ônibus apinhados , desesperados pela volta e o descanso do dia, aguardando que o túnel de retenção ao longo de seus caminhos se desfaçam. Sol vai se pondo, água, frituras e cosias estendidas pelo chão. Carros que se vão de um lado a outro num zigui-zague burburento . Nosso conhecido está ali, parado tomando uma água, e o chão o leva vagaroso até a Central do Brasil. Uma mochila vai nas costas, animada, para cima e para baixo, de um lado pro outro, acompanhando calada e agitada nosso protagonista tímido, voltando para casa e se encontrar só de alguma forma. Do jeito que está agora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Olha fortuitamente para a direita, e se volta para cima , um semáforo lhe olha, totalmente monocular, para lhe avisar quando ir , ou não ir. Enquanto o boneco verde de folha , no seu momento de brilho, anda parado reforçando a todos que devem continuar em suas solas de calçados a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;espetacular volta diária para casa. E o protagonista não se nega a ir nesse rio de gente, rumo a bilheteria, pegar seu cartãozinho, e seguir minhocosamente num trem até a estação de seu bairro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Funcionário de cartório em seu ofício. Concurso puxadíssimo, disputadíssimo, conhecidíssimo por todo o Rio de Janeiro. Concurso que quase era uma aparição divina nos anais concursórios da cidade carioca. Pagavam e recebiam somas , e nosso protagonista tem a feliz sorte de novo , novinho, já trabalhar nestes meios há bem uns 3 anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Pois então; e pois bem também. Sentado , um banco simples lhe mostra uma janela que corre ao encontro de sua estação tão aguardada. Enquanto o trem minhoca pelos trilhos,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as coisas, os prédios, as pessoas e o muro habitual, longe e alto, lhes vai passante com o meio reflexo de seu rosto pardo e mestiço. Um calmo típico. E sua mochila vai silenciosa , feito bicho de estimação, no colo, enquanto a janela lhe mostra essas coisas passantes. A célere corrida da janela lhe dizia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;também o problema de sua porta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Era a dobradiça? Não, tanto a dobradiça, quanto a fechadura estavam em perfeitas condições. Mas sim, girar a chave e abrir a porta de uma moradia em escuro, silenciosa e sem ninguém. Faria então o que sempre faz para se resolver, nem trocaria a roupa, deixaria a mochila, e com um trocado na mão, vai para um bar ruidoso, e silencioso sorveria ali uma garrafa de cerveja. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Porém, leitores e leitoras, como autor, eu sou implicante demais, e Agildo, que é o nome do nosso personagem (desta vez tem nome, to sendo legal!), nesse momento, já vai se colocando para a melhor porta de saída. Sua estação está chegando. E Saiu de seu torpor contemplativo e captou umas conversas alheias, que sem querer, lhe mostrou um pouco dele mesmo também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Claro que não vou, por respeito a outros que nada se hão com esta narrativa , apenas pelo meu acaso, reproduzir a intimidade da conversa. Nem ao menos o dito trecho. Basta saber que Agildo se ouviu ali, um dependente de álcool para suportar a solidão. E outra coisa que também mexeu muito foi ouvi-las afirmando, e categoricamente, que o pior inimigo de hoje é nossa própria teimosia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Que lhe foi uma bigorna que lhe pesou mais além do peso da mochila. Que alias ia balançando sem se importar, contentíssima balançante, com o pesar de seu portador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sentiu que precisa ... Precisava e não se sabia de que. Andava,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e quase &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;chegando em casa, via a sua sombra que se misturava ao som da palavra inimigo na sua mente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;E ficou pensando, que realmente , ele estava, naqueles dias de sua vida, sendo seu próprio inimigo. Inimigo? Mas como eu me destruo? E ficou ali se perguntando, sem resposta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Abriu a porta, e a resposta estava ali, calada. Nem te ligo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Respirou, entrou pela sala,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tirou a mochila,e ela se aninhou num canto. Ouvia o som do sapato, que o irritou imenso, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e de chofre se foi tirando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com arrancar de meias. Desesperado, foi ao espelho. Queria saber se era mesmo seu próprio inimigo, porque via a vontade imensa de mudar. Pois imenso mesmo estava ficando o seu coração. Brotava-lhe um calor assim, pouco, e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;no espelho. Olho refletido no olho, se perguntou : “Eu sou meu próprio inimigo?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Sua voz ecoou no vazio do banheiro. E nada, sem resposta. Pois então só de implicância , foi para o bar. E de chinelo, naquela noite meio quente foi. Mas estranho... Não queria beber. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pediu. Sentou-se. O chegar do copo vazio com a garrafa já típica lhe mostrou. Era mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então era mesmo seu próprio inimigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Inimigo de uma existência vazia, e se via egoísta sim. Nem fazia força para vencer sua timidez. Apenas na internete. Pagou, mas não bebeu. E correu, feito criança que compra um doce secretíssimo, e vai logo, loginho, para sorver esta maravilha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;escondida do açúcar industrializado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Correu para casa,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e chorando, concluiu : sou egoísta. Preciso mudar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Olhou-se de nov e se viu solitário. E sem saber como , e onde, lembrou-se das aulas de história que gostava tanto, e da célebre marcha do povo nos idos de sessenta e alguma coisa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se vendo então de uma forma mais sincera e mais amorosa, pensou nos outros como ele. Os que conhecia e que eventualmente não conhecia. Uma vontade louca de conhecer outros como ele .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;È se ver de uma forma mais amorosa, para assim ver os outros...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E aquela &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;vontade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;amorosa de mudar as cosias,uma paixão pulsante, nova &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e sincera pelas coisas , pela vida e pela noite e o dia que se vão e vem. Súbito, tudo tinha significado, e um amor tão quente como jamais sentiu. Girando Sempre no seu coração, que agora sentia disparar mais. Pensou então numa marcha , para conhecer outros como ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Uma marcha para ir contra o inimigo que agora era mesmo de muitos, como ele. O inimigo da solidão. Pensou , num amor tão grande, num ímpeto tão singelo: marcha contra a solidão, marcha dos solitários que querem, de alguma forma amar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E mal conseguia se dormir na noite. Já se via marchando. Pronto, deixei o coitado do Agildo inquieto. Mimo besta meu, mas vamos ver no que se vai.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Perdi o controle de Agildo.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Acho que porque lhe dei um nome... Que coisa!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-1902561811786152363?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/1902561811786152363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=1902561811786152363' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/1902561811786152363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/1902561811786152363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/06/marcha-primeira-parte-se-ver-de-maneira.html' title='&quot; A marcha (primeira parte)&quot;-É se ver de maneira amorosa, para assim ver os outros...'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-5977222218881169536</id><published>2008-05-29T01:06:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T01:09:24.019-07:00</updated><title type='text'>Dia de trabalho ( Ritual Matinal)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E lá vai o dia começando! Naquele cedo de labutar .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A canção estridente, desconcertantemente sonora, sacode os lençóis e puxa a cama , com profundos sentimentos urbanos, vindos de lábios ou de silício(s e eletrônico) ou metálicos (se mecânico), que chamam para um ânimo morno ou quente, já que depende se opção de ter visto aquele “filmimnho” legal de distrair , esticando a noite por mais uma ou duas horas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E pelas notas estridentes da canção sem sentido , de tamanha pureza urbana, os pés pulam cama à fora , buscando sedenta uma solução para desinfetar o mal hálito da língua&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que vibra entre os dentes as primeiras palavras apressadas do dia que se dirigem ao relógio ou a falta de folga (pode se chamar preguiça também!). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Assim parte do sono , uma pequena porcentagem, vai por água fria e ralo à baixo, na borbulhante corrente do sabão, que indiferente , continua fazendo bolhas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;coloridas e flutuantes ignorando a pressa, diluindo-a no chão da água. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Murmurando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;então a chaleira fervente, a toalha estala pelo corpo preparando-o para o sagrado ritual de vestir as roupas já passadas, enquanto a toalha grita que o relógio vai embora sem dó nem piedade. Roupa estendida, quase lisa, eo café que se vai saindo numa mesa ligeira, para alguns aguado, outros apressado e abastecedor. Porém outros tantos so vai noutro parágrafo, pois é pelo caminho, tem café que só se embala na rua, não dá tempo de casa. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Amenizando a pressa, um calçado, tênis ou sapato, sorri um sorriso largo e matinal ,que em resposta vai-lhe um pé , com meia recém colocada, completando o sorriso , e já chamando para o trabalho. A camisa vai num abraço envolvente, banhada de desodorante e perfume a gosto. Camisas não gostam de abraçar ninguém sem esses detalhes, confessou-me uma outro dia desses . Chave na mão carteira e bolsa penduradas e guardadas em algum lugar, catam também a porta lhe expulsando de casa , de chofre, para mais um dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E lá se vão os pés... calçados e sorridentes, que pela pressa deslizam no bocejo de um que se corre no compasso do horário , e nem sempre certo, do coletivo certamente cheio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Corre Pezinho, olha a hora! Não riam de bobo nem você nem o sapato!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-5977222218881169536?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/5977222218881169536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=5977222218881169536' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/5977222218881169536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/5977222218881169536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/05/dia-de-trabalho-ritual-matinal.html' title='Dia de trabalho ( Ritual Matinal)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-888170175645648583</id><published>2008-05-11T20:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T21:02:24.479-07:00</updated><title type='text'>Exercício de Imaginar II</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Exercício de Imaginar II &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já andei delirando nesse domingo. Me perdoem o desleixo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0.5in; text-indent: -0.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Wingdings;"&gt;&lt;span style=""&gt;v&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;John Lee Hooker - I'll Never Get Out of These Blues Alive – &lt;/span&gt;&lt;st1:time minute="21" hour="6"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;6 :21&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fazia um frio de rachar ,e seu casaco não cobria nem o buraco gelado que sentia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;chegar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pelo ar frio da noite. A noite foi boa, e ficou ali na calçada de pé, esperando alguma condução, enquanto lembrava do beijo dela lhe saltando a mente. Pele macia, morena, com cabelos pretos e cacheados de um dia atrás de um balcão lhe caindo pelos ombros, bem desenhados sobre uma pele de pêssego. Suas mãos simples de servente percorrendo-lhe o corpo. Fora uma paixão súbita. Não conseguia ainda entender bem o que acontecia.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Esqueceu jaqueta esquecida e  frio apertando. Lembrou do café quente que tomara depois do beijo enlouquecido e arrebatador, que os levou de uma vez, feito um soco, para as cobertas. Chovera o dia quase todo, e agora levantava um vapor frio do chão. O céu estrelava algumas coisas em sua mente. Lembrou do ia que se conheceram. Mas foi uma lembrança rápida, eu não lhes consigo descrever em tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Seu tênis barato lhe denunciava a diferença de idade, e ele como mais novo. Ela desquitada, sem filhos, e o cara havia sumido no mundo. Lembrar de como se vestia para servir café naquela doceria lhe dava arrepios. E a saia verde delineada pelas suas pernas lhe chamava para um afago mais palpável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Fora a primeira em muitos sentidos. A primeira de um rapaz que não chegou nem na metade da juventude, com uma carreira brilhante de físico nuclear pela frente. Ficou ali esperando um taxi, ou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;algo assim, e se vendo que não deixaria aquele caso explosivo da mesma forma que veio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O boné se apertou mais em sua cabeça de cabelos cortados bem rente. Mas não escondia seu queixo largo que se projetava para a friagem a dentro, muito menos a parca barba que lhe denotava a pouca idade, pouco menos de 24, pouca experiência, pouca sensação de tudo. Na&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;camisa listrada o perfume dela infundido com a lembrança de suas unhas, ameaçadoras, correndo pelo seu dorso novo, novinho cheio espinhas e de dias para não se contar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E casaria? Não casar não... Mas e esse amor? Melhor nem pensar nisso. A noite chega alta, precisa voltar. Amanhã aula e também do dia de trabalho. Um taxi. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A porta se abre com um som diferente da porta dela, parecido com seus ditos e “estremidos” que vivenciou em poucos minutos. Sentou no banco do taxi, que parecia dizer ao taxista o seu destino junto com o peso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Era perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Abriu sua porta tendo a impressão de que a ouvia na cozinha de seu minúsculo apartamento. Acendeu a luz na impressão imensa de sono. Tirou sua roupa fria e lenta, no acender das luzes. Sentou na cama de cuecas, se imaginando casar. Puxou o cobertor na obrigação da próxima manhã. Roncou de prazer numa respiração folgada e desleixada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E não se cabe dizer do que se sonha. Isso é pessoal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-888170175645648583?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/888170175645648583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=888170175645648583' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/888170175645648583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/888170175645648583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/05/exerccio-de-imaginar-ii.html' title='Exercício de Imaginar II'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-7544376531307750704</id><published>2008-04-27T18:39:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T20:32:42.936-07:00</updated><title type='text'>Descrição III ( É rindo que se escreve e des-creve )</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A praça é estranha e as árvores escuras, retocadas por fumaças de odores&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;duvidosos e amaços fortuitos na sombra das mãos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que se vão por folhas secas, que apodrecem na brisa fresca e noturna , num domingo findo de outono. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cansado, um entregador exausto se entrega a uma pestana lisa e rápida. E entre o cansaço e o sono, seus olhos se entreabrem, enquanto o ouvido coça extremamente incomodo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Um boçal falador elogia uma atriz de peso em seu programa de cadente, numa mentira laudatória, em louvor aos mil vazios de sua emissora besta. Seguido de aplausos intensos de quem entende patavinas do que ouve, mas o faz ao comando de sua voz pastosa e abobada, regada por ditos gastos pelo tempo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ao fundo uma dupla escorre de bicicleta indo para qualquer lugar, com bonés xadrez a combinar, um levando o outros, de azul e branco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Uma senhora num carro “pop” espera em tédio profundo suas batatas fritas que caminham ma bandeja pelos pés de alguém, lento e prestativo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Casal não muito efusivo reclama da lata de refresco de cola , num romance enlatado e barato: ela , moça com cabelo descolorido, seios grandes, perfume barato e “micríssimo” jeans em bermuda (ou cinto). O boné é preto ,e virado para trás, numa atitude infantil e comum, duma marca ignorável e cara. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tentei, num esforço hercúleo, ver o vídeo dito cômico, mas a frase sem graça e sem bossa do apresentador boçal expulsa minha minha parca atenção. Frase sem graça e arrastada, um insulto a minha graça...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quatro numa mesa. Casais. Sabe-se lá o brinquedo frito, com molho, que pedem para comer. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E num gesto “holofótico” todos olham para a minha caneta que dança entre os meus dedos ao compasso das linhas, enquanto meu sorvete derrete gelando minha língua , que por dentro se ri disso tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Vem mais uma dupla ciclística cruzando a rua, assim: num átimo. Dois, o de mochila vai na garupa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;O sódio derrete uma luz amarela, pelas folhas de uma amendoeira comprida feito guarda-sol fino. Mais a direita e ao fundo uma outra amendoeira se espreguiça pequena e estática, olhando os parcos carros que circulam. Mesas de metais e capas sintéticas se alimentam dos sons de uma televisão próxima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A grade da estação, de pé branco e dorso azul, olha para frente e para trás , guardando a estação e fuxicando silenciosa da praça e seus conviveres para as árvores-que–não-sei-o-nome, numa conversa longa tediosa e supostamente divertida (no que diz a minha imaginação). Mas ninguém escuta, para sorte delas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Crianças fogem de suas mesas ao som de suas mães , numa calçada regada de papel e guimbas de cigarros já frias. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Casais diversos se esfregam num dormente verde-ferroso, com uma dança estranha e buliçosa ao som dos beijos e das sombras dos postes sem luz sódica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Meretrizes devidamente “desvestidas” soçorbram sassaricantes &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;numa esquina ignorável , enquanto sorriem e brilham fedorentas e olorosas de perfume barato e rasgado, esperando mais um carro para engolirem o motorista e o seu dinheiro-de-tolo , tão suado e mal usado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ao som de luzes brancas e fluorescentes, quatro anciões bêbados de cigarro, cigarram e jogam cartas iluminando reclamações mil numa voz apagada pela praça &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Abobalhados e vazios de assunto balançam suas mãos para o alto , aos som de um conjunto de barulhos com uma voz que berra indecências nas entrelinhas, mas que todo mundo sabe. Ao longe&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;idiotas urinam num muro com cigarro na boca, e se olhando, falando de alguma moça caridosa que lhes deu alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-7544376531307750704?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/7544376531307750704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=7544376531307750704' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/7544376531307750704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/7544376531307750704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/04/descrio-iii-rindo-que-se-escreve-e-des.html' title='Descrição III ( É rindo que se escreve e des-creve )'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-6907941962033983978</id><published>2008-04-23T19:06:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T19:10:28.095-07:00</updated><title type='text'>Zumbido Etéreo</title><content type='html'>*Me desculpem pelo sumiço. tive um feriado bem agitado, de sorte  que tive apenas esses dias restantes para arrumar a bagunça dos afazeres. Peço perdão, pois gosto dos blogs que costumo sempre visitar. Não o fiz ainda por falta de tempo. Mas espero muito fazê-lo. Obrigadíssimo a todos! O apoio de vocês me mantém escrevendo*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tempo em trânsito. Rodas em fúria escavam lentamente o asfalto já gasto e mal-tratado da avenida radial. Hora de fúria, no cansaço ao motor ruidoso sono e impaciência se misturam nos salões coletivos das máquinas “transportantes” de pessoas. A hora aperta , todos querem voltar , e uma cheia súbita de coletivos, caminhões e carros , tomam as pistas radiais, em busca dos seus cem-mil-destinos. Soma-se tudo e o inverso da fluidez acontece, pois carros e carrocerias não são fluídos, por isso a s estradas se enforcam de rodas e motores, um congestionamento, digno de um infarto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Infarto fulminante. O Som desse grito é ensurdecedor: milhões de buzinas e motores , em uníssono absurdo, cantam sua canção urbana e caótica. Para desespero de uns; cansaço de todos. Como um zunido mortal, esta musica “asfaltíca” se espalha insulta os ouvidos mais cansados e desapercebidos. Nunca na história urbana, uma enchente de carros e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;carrocerias chegou à tamanha sinfonia escabrosa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Etéreo insulto se torna, perturbando a alma dos seus viventes, que estridente vai rasgando naturalmente os céus e nuvens mais ingênuos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;A enchente motorizada e metálica ganhou voz etérea e absurda. E em resposta o sobrenatural há de dizer...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;(E a sinfonia escaldante segue , em glorioso espanto e terror, se, se importar com o porvir) &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Então desce em invisível cavalgadura, um súbito cinza-silêncio sobre a urbes , que sorrateiramente vai cobrindo a cidade em sua caótica harmonia sinfônica. O entalar ensurdecedor de fluxo de veículos é tomado de um pavor silencioso , num mortal “calamento” de tudo. E a sombra extraordinária vai cobrindo molécula por molécula, toda a orgulhosa sinfonia ás avessas, que de espantados vão deixando os “urbanos conviventes” estupefatos de pavor calado e surdo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O silêncio do céu desce calado e impetuoso, como resposta ao absurda ao caótico orgulho dos motores num zumbido de pavor e castigo. &lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Zumbido etéreo: &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;misterioso silêncio que calou homens, máquinas e motores , em suas orgulhosas carruagens urbanas cuspidoras de fumaça e gritos “rodantes” sobre o asfalto quente da tarde que se esvai em silêncio repentino. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-6907941962033983978?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/6907941962033983978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=6907941962033983978' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/6907941962033983978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/6907941962033983978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/04/zumbido-etreo.html' title='Zumbido Etéreo'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-8639712221563888847</id><published>2008-04-14T18:09:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T00:24:36.366-07:00</updated><title type='text'>Fim de prosa ( Parte III.. e a expectativa.. será que acaba? Nem eu sei...)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Olha que prosa mais formidável e estranha foi a ultima que nosso amigo passou. “Doidivânia” se foi, e vem uma senhora bem elegante já na curva do banco ,para esperar um ônibus. De coincidência ou não , é o mesmo que ele vai pegar amanha pela manhã. Mas que no caso de Domingo já noitinha iniciando, demora, e parece que nem chega às vezes , de tão demorado! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E voltava com um copo grande de açaí-gelado-roxo de colher na língua e gosto na mão, vai passando aquela gana medonha de fumar. Ficou só um pouquinho, parece que está se acalmando. Por que será? Acreditem, leitores e leitoras, ele vai descobrir ... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ao sentar-se , todo sorvente e roxo-frio, encontrou simpática senhora, com um rosto gasto de anos e coisas diversas de adversidades. Blusa simples saia simples, bolsa assim: à combinar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Olhou para o moço sorvente, ela muito sorridente, perguntou do ônibus. “Hi! Acabou de passar. Demora”. Perguntou se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;incomodava uma prosa. Disse ele, com gosto de roxo-frio na mão , que não. Aceitaram-se ambos, embora idade. A noite de domingo já vinha e estava lá. Ele sozinho ela esperando. E aqui vai mais uma alfinetada ao pobre entediado de açaí-gelado-roxo na mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ela dizia, que ônibus já demorou mais. Ele atento, ouviu de tudo. De conduções que tinham, mas não tinham. Do bonde. Dos trilhos. “meu pai trabalhava no Rio. Em Santa Tereza” E ela pequena , adolescente. Amigas . Mil situações. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Masentão” uma lágrima. Nosso moço, coitado (eu ruim, nem nome lhe dei; não quis , por capricho, maldade e rebeldia) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;, ficou sem saber e gelado feito seu açaí-pela-metade, parou e ouviu tudo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pois então ai vai : “ Mas nessa idade moço. Eu era nova, muito bonita. Mocinha. Meu pai entrou num desespero tão grande. Naquele tempo, 1960 e poucos, mulher já trabalhava. Minha mãe trabalhava de atendente numa loja de granfino. Mas um dia ela fugiu. Nunca mais eu soube da minha mãe. Fiquei anos , muito tempo de pois, procurando paradeiro dela. Meu pai foi se afundando mais. Tentou trabalhar. Até conseguiu por uns anos. Porém a cachaça chamou ele mais alto. Era só eu de filha. Depois eu fui trabalhar, como caixa num supermercado grande. Trabalhei por lá por uns 5 anos. Eu já cansada de cuidar do meu pai. Ele morrendo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quis fugir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ai eu conheci o pai dos meus filhos. Ele tinha um carro bonito. Era filho de um dos donos daquele supermercado. Nós queríamos fugir dali. Então numa madrugada silenciosa, nós fugimos. Viemos para cá. Nos escondemos. Agente foi ficando junto, não conhecíamos ninguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Achei que tivesse apaixonada. Geração paz e amor... Nem casei, mas continuei trabalhando. Fiz doce, lavei, passei. Costurei muito para muitos. Vieram os filhos, nós até brigávamos. Mas não muito. Ele cismou de trocar de carro. Era com um motor no coração, parecia ser movido à gasolina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E trabalhava por um carro. E comprou. Veio um tempo de aperto. Meu trabalho não dava. Falei com ele. Ele dizia que era assim, que só tinha isso para oferecer. Um dia eu me cansei. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Falei para ele que naquela noite ele tinha apenas uma opção pegar o seu carrão e sair dali. pois quem pagava a casa era eu. E ele foi , eu nunca mais o vi. Minha prima , bem mais novinha. Cansada da minha tia, me achou e veio morar aqui. Ajudava-me com os dois, enquanto eu estudava e trabalhava . ME formei. Passei me concurso. Trabalhei criei filhos. Nunca mais vi o pai deles. Minha prima casou. Ajudei com os filhos dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vivi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu ônibus!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E assim o ônibus veio. Aquela senhora e sua vida sofrida e linda passou. Nosso amigo ficou lá , olhos cheios d’água , sem saber o que mais sorver. Dizem que misericórdia é você se ver nos olhos do sue oponente, ver sua gana pro mal, como sue “oponente”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ouviu. Viu que também era egoísta. E entendeu porque sua gana de fumar passara&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e também do imenso-tédio-de-teto-alto que sentia ali. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Levantou. Jogou o açaí fora. Limpou os olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se vai haver continuação disso ou não não sei. O importante é que alguma coisa nele mudou. Fui cruel, reconheço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas foi divertido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-8639712221563888847?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/8639712221563888847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=8639712221563888847' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/8639712221563888847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/8639712221563888847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/04/fim-de-prosa-pare-iii-e-expectativa-ser.html' title='Fim de prosa ( Parte III.. e a expectativa.. será que acaba? Nem eu sei...)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-1717980982515335977</id><published>2008-04-11T06:45:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T06:47:23.475-07:00</updated><title type='text'>Uns alunos me deram este presente (turma 2001): família</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  -&gt; Este post é fruto de uma aula que tive com meus alunos na última quinta feira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Trazia entre os dedos um cigarro estranho com uma fumaça de matar. O bolso estava cheio de algo que parecia uma arma de tirar susto a qualquer um desentendido do assunto. E se ia pela rua como desnorteado, como bebido toda cachaça do mundo, ou alucinado como&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cheirado toda a cocaína do mundo ou um no vício da maconha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A sensação era de doer. Sentia um torpor amargo na boca, devido a tristeza e angústia que passava naquele momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A madrugada se arrastava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de ir embora, e o dia vinha chegando, sem licença ou bater de porta para entrar. Nem ao menos uma permissão, apenas vinha; e pronto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Uma mentira chorava no seu coração. Não era possível. Como o galopar do dia se vinha, a falsidade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;achou sela e não parava. Veria de qualquer jeito. Mas sabia que não estava enganado. O amanha chegava, e a vontade era de parar com as brigas, de gritar com voz chorosa por dias mais amenos e mais pacíficos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ainda amava , e continuaria amando. Pois amar se aprende mesmo amando, praticando amor; abrindo mão daquilo que tanto se quer pela felicidade de outro. Mentiram traições e a desigualdade não passava. E por mais desigual que as coisas fossem, amaria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Alta noite já passou, madrugada dança sua ultima canção. O dia vem com o céu púrpura, de promessas , raiando um sol de novidade estranha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Era possível aceitar que tinha um pai vivo. E viu com os seus de semelhança e descrença que era realmente seu pai. No rosto uma lágrima que passa por um borrão de briga , pois não foi aceito pelo seu meio irmão. Brigaram na sala.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Continuaria amando? Que era esse sentimento pungente que lhe dominava o coração ferido, descrente e surpreso. Madrugada já fez seu baile e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o dia chega. Pessoas já saem para seu trabalho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Uma roda de aros de bicicleta lhe chama com alguém dono de uma voz conhecida e recente. Um rapaz , como ele, para, olhos inchados de chorar também. A ternura do choro minou aquela raiva repentina de algumas horas atrás. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- Sei que você não tem culpa de nada. Acho que começamos errados.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se vamos ser irmãos, vamos começar como uma família...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Manhã chega laboriosa. Propõe novos trabalhos para todos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-1717980982515335977?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/1717980982515335977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=1717980982515335977' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/1717980982515335977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/1717980982515335977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/04/uns-alunos-me-deram-este-presente-turma.html' title='Uns alunos me deram este presente (turma 2001): família'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-967083028565996909</id><published>2008-04-06T09:47:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T15:43:23.989-07:00</updated><title type='text'>Exercício de imaginar I</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt; Eu costumo, devido a minha imaginação infantil e hiper-ativa, quando ouço algumas músicas, imaginar algumas cenas. Esse “post” aqui é fruto disso: imaginação pueril e fértil. Como eu gosto de umas músicas diferentes , peço que não estranhem as referências. Achei-as fácil na Internet. E se as quiserem, eu as passo. Eis&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as ultimas mini narrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Wingdings;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Mohamed Reza Shajarian – Night silence desert- Rain – &lt;/span&gt;&lt;st1:time minute="9" hour="0"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;00:09:35&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Sol vai acompanhando a areia fina&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que levanta a cada passada esguia da montaria. Seu corpo na montaria vai balançando ao sabor do vento, com os seus olhos amarrados ao rosto pelo fino preço da seda azul que impede que o vento do deserto lhe “desertifique” a boca também. No corpo um tecido grosseiro, grosseiramente lavados, com resquício de manchas rubras de batalhas passadas,e na cintura, fina “prátea” lâmina, numa bainha de marfim e metal polido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Suas façanhas enumeram-se por toda Pérsia e seu império. Pés ligeiros como o vento do deserto; lâmina "dançante" feito o vapor do deserto distorcendo a imagem ao longe. Um olhar sereno que esconde a fina dor de sangue alheio derramado. Saudade lancinante de uma vida comum banhada pela fama de exímio guerreiro. Dizem as toadas de grandes rimas chorosas que muitos já caíram,e de uma só vez, pelo rápido mover de sua lâmina, mas seu coração mesmo reclama da saudade e do vazio de sua esposa. Amor que não vingou há anos. Amor que o trouxe para o calor da batalha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O dia se esvai qual areia em ampulheta,e a noite abraça o dia tornando o céu rúbreo de estrelas e a lua como um minarete, no alto do céu, já-vem surgindo. Seu corpo marcado de cortes e dores diversas, vai chegando aos portões da renomada cidade. Num gesto falado , de comunicação leal entre montaria e seu dono, ele desmonta, puxando com carinho pelas mãos , seu fiel amigo de jornada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A noite vai caindo com o orvalho de saudades, de longe , uma canção antiga lhe lembra dias remotos, de paz que jamais voltarão. Desata o nó de fina seda do rosto, revelando um olhar cansado da viagem. Mais um dia se vai n deserto, e a vida continua sob o fio de sua renomada espada ligeira. Ligeira feito o vento que traz a areia.&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Wingdings;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;The Shoes of &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Fisherman’s Wife and Son – Charles Mingus – 00:&lt;/span&gt;&lt;st1:time minute="35" hour="9"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;09:35&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um som “estalante” de firme calçado pisado contra o mármore do chão do magnífico prédio luxuoso, com características de “art-nouveau”, ecoava por todo o hall de entrada. Não chegava a exatamente chamar a atenção de todos , pois a correria era grande. Pessoas entrando e saindo, e malas indo para fora e para dentro das dependências do hotel com seus ajudantes de vermelho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ela chegou pisando forte e delicada em seus calçados&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;prada, casaco discreto e rosto branco, fino de matar. Um olhar comum e paciente lhe cobria o rosto enquanto alguns homens lhe dirigiam uma rápida cobiça silenciosa. Vestido preto, com negros cabelos, caminham languidamente para o balcão de recepção do distinto e caro &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;hotel, presente nas mais diversas narrativas deste gênero,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;recebia sua voz&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;calma, sensual e baixa. Discretíssima, como sua bolsa preta de material puro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Num gesto simples ela recebe a chave, dá um sinal da graça de sua beleza que se estadia naquele&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;lugar. Agradece gentil e formal. Chama sua mala com um rapaz simples em vermelho. Toma um elevador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O corredor branco se contrasta com seu discreto preto de roupa e seu caminhar feminino, de luxo, mas simples, sem chamar a atenção. Mala vem atrás, de vermelho, laconicamente. Uma porta indica a numeração desejada. Abre-a sem cerimônia, porém simples. O uniforme vermelho-lacônico, com chapéu circular feito lata de doce, recebe uma gorjeta , e o rapaz simples agradece. &lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ele vai&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;descendo o corredor de volta ao elevador, rápido para as próximas malas que hão de subir. A porta do elevador apita a chegada de mais um itinerário que desce. E o barulho das portas se abrindo é interrompido por um estampido rouco, rápido e rasgante. Um tiro, se assusta e corre, temendo pelo vestido preto no formato da bela moça que trouxe minutos atrás. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-967083028565996909?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/967083028565996909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=967083028565996909' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/967083028565996909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/967083028565996909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/04/exerccio-de-imaginar-i.html' title='Exercício de imaginar I'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-4330561089832105858</id><published>2008-04-05T20:47:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T20:49:09.354-07:00</updated><title type='text'>“Doidivânia” –  a  mulher-veneta (incrível continuação parte II... mas sem missão)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;E como relatava, Ela ficou ali falando, chorando, nem mesmo o nosso amigo entendia o que estava acontecendo ali. Continuava com o seu açaí, o copo estava chegando na metade. Ela sentou chorando. Ficou olhando para o nada chorando. Jurou uma vingança boba. Não podia deixá-la a pé naquele&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fim de mundo. Logo ela, tão bonita. E ficou ali se elogiando, elogiando como todos nos bailes da vida cobiçam sua beleza, de como dança bem, quantos já&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fez... Essas coisas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas uma raiva tão tola, tão besta, tão sem sentido. E apertava o pulso dizia que nã oera mulher de andar de ônibus. Como ele faz isso com ela... E raiva para cá, e desamor para lá, e choro sentido. Limpa o nariz. Escorre maquiagem. Passa ônibus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Açaí derrete. Nosso amigo olha de esguelha para moça. Moça chora, de ódio , de raiva, sanha de mulher fácil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Olha.. Que vontade de acender uma fumacinha. Seria charmoso agora, ele pensa, um desdém&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de gesto contido. Se segura, vai parar de fumar e ponto. Mais uma colherada olhando para ela. Açaí ta acabando e derretendo. Até que a “cinto-em-cima-cinto-em-baixo” solta algo terrível e risível:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você me acha gostosa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Ele levanta. Olha para ela com cara de não–sei-o-quê, joga o copo no lixo do ponto de ônibus, resmunga comparando ela como uma argola de ouro na orelha de um macaco: não tem sentido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Só reparando na cara de sem graça que ela faz. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tenta ajeitar o que não se ajeita, pois os “cintos” parece que vão explodir no corpo da moça. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pensou consigo o que a moça tinha de largada, tinha de nova. E na ânsia que buscar outro açaí para distraí a vontade de fumar , vai a passos preguiçosos resmungando:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Como querer uma mulher que nem sabe o que é ser mulher?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ele falou bonito. Eu penso isso, ele também. Como escritor dessa coisa toda tenho acesso a esse nível. E já saindo a moça diz:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- meu nome é Vânia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Então moça é doidivânia, porque você é maluca! Onde já se viu falar com estranhos desse jeito...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E sai todo sorvente, querendo açaí para disfarçar a gana de cigarro. Queria voltar para casa, mas sozinho e sem moveis pioraria tudo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Procurou o bolso para mais um copo de açaí. “Etâ vontade besta! Vai passar...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E voltou para o banco pedinte de limpeza do ponto de ônibus. Doidivânia foi doidivanar em outro lugar, em fim a sós de novo. Pedia uma fumacinha, pensou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Mas quem disse que eu quero deixar esse&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sujeito em paz com seu recém-açaí, com vontade de fumar à queima roupa? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Pois só de implicância Vem uma senhora, muito bem arrumada, na casa dos 50. Saivá verde , camisa azul e bolsa discreta para combinar. São quase 17 horas e 30 minutos, a tarde ta indo.. e a Senhora vindo...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-4330561089832105858?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/4330561089832105858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=4330561089832105858' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/4330561089832105858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/4330561089832105858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/04/doidivnia-mulher-veneta-incrvel.html' title='“Doidivânia” –  a  mulher-veneta (incrível continuação parte II... mas sem missão)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-380678376194009358</id><published>2008-03-31T18:09:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T18:16:13.295-07:00</updated><title type='text'>Digressão no ponto de ônibus ou Narrativa sem sentido (acho que parte I)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ficou ali um tempo, sentado no ponto de ônibus esperando que alguma coisa acontecesse. Sua casa estava vazia, e havia poucos móveis nela. O eco e a solidão eram de rachar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a alma, pensava consigo. Como prometera para si mesmo de não tocar mais em nenhum cigarro, puxou do bolso uma bala de gengibre, que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ardia feito&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;"não sei o quê", mas na verdade nem sabia ao certo porque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fazia aquilo , ou mesmo porque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tentava manter a saúde de alguma forma, já que achava não fazer diferença para ninguém se estivesse vivo ou não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E ao acabar o gosto ardido do gengibre e da bala, saiu e arranjou um sorvente açaí-roxo-do-mato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mais um ônibus,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que ele normalmente pegaria, passou. Mas como não estava lá para esperar ônibus nenhum, nem se incomodou de levantar, só de raiva, pois quando precisa nunca passa na hora. E nossa! A vontade de riscar um fósforo era grande! Sorte não ter nenhum cigarro por ali. Sentado , se perguntava o que fazia parado feito um demente. Realmente estava sozinho naquele lugar. E ficou desse jeito: parado com vontade de fumar, pensando ser um biruta, demente ou algo do tipo, constatando que se de solidão chegara naquele ponto, foi porque ele mesmo quis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Talvez se arrependesse. Talvez não. Mas como não sabia muito o que fazer naquele resto de domingo continuaria ali sentado, sorvendo, até que algo de fato não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acontecesse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Era o que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ele achava. Afinal, pensou, tudo sempre foi um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;marasmo mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas, para quê eu escreveria estas linhas se algo não acontecesse certo? Afinal, narrativa só é narrativa se algo acontece...E esse sujeito ai paradão nesse banco de ponto de ônibus mal perde por esperar (no que depender dos meus dedos e das teclas). Porque afinal a vida é assim: quando agente pensa que tudo está em ordem ,ordenadamente confortável, pronto... É o suficiente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para acontecer uma coisinha à toa assim, ô! E fica a nossa vida de cabeça para baixo. Vai dizer que não é assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas voltemos no ponto de ônibus: pois nosso amigo continuou lá, parado. Vontade de fumar única de angustia, roeria as unhas de desespero (pois quer porque quer parar)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se não fosse o copo médio de açaí que sorvia à colherinha... Só para ver o tempo passar e derreter tudo em roxo-açaí-do-mato. E ficou lá sorvendo, pensando e ruminando “ vida simples a minha; gosto dela. E gasto nela também. Principalmente o tempo, e faço isso sem sentido”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E passou um outro ônibus, sentido central, dele brota uma figura delgada, morena, cabelos cacheados e olhos molhados de maquiagem recém borrada a lágrimas . Com sua roupa “cinto em cima e cinto em baixo” ela chora , sentando e se arrependendo em soluços ao lado de nosso apático sorvedor de açaí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E como se ele fosse psicólogo, ou estas linhas alguma obra remota de relatos ela lhe conta um pouco sobre sua rápida história de amor físico no carro do seu rápido “ex”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aquilo que ela lhe falaria mudaria tudo. Talvez ele tivesse que comprar depois um outro açaí , se pretendesse ficar ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até que ela começa a falar...(não disse que eu atazanaria alguma coisa! Te mete!?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-380678376194009358?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/380678376194009358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=380678376194009358' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/380678376194009358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/380678376194009358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/digresso-no-ponto-de-nibus-ou-narrativa.html' title='Digressão no ponto de ônibus ou Narrativa sem sentido (acho que parte I)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-3306863599213465157</id><published>2008-03-28T18:37:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T14:38:59.013-07:00</updated><title type='text'>A pressa e a poça: urbaníssimas cenas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Os passos transeuntes se arrastam de calçado em calçado; cada calçado com o seu pé, e cada pé vai com sua direção. Indiferente à pressa , a água suja e estagnada vibra ao sabor da brisa poluída, aguardando a ação do tempo para evaporar-se da poça suja aberta pelo chão, nas calçadas e asfaltos. Brisa de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;poluição passa leve , quente e suja, junto com a pressa que vai muito rápido, obrigado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E passa mais uma vez. E mais um pé inadvertido perturba a paz que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;havia na superfície preta (ou marrom ou qualquer outra cor suja) que havia na água refém da poça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enquanto a querela não se resolve, a multidão de multi-pés corre solta, vai andando como rês de gado, para todo o lado e sem sentido, mas cada um com seu plano e destino pisoteando sem dó nem piedade o duro chão aberto de poças-de-chuva &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e maus-tratos de esquecimento anual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Cada qual na sua direção, segue esbarrando em si a multidão na “calçádica” cela do relógio, que vai de polpa e vento anunciando os compromissos agendais, os destinos que gritam em suas mentes “aqui” “aqui”, comuns no meio urbaníssimo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pois urbana é a presa dos carros alisando o asfalto preto, já sofridos pelo descuido, como também os sem-número de pés que esgarçam lentamente as solas sintéticas que os revestem. Sem dó nem piedade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E a pressa é quase santa, com auréola no formato de relógio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;De repente... Não mais que De repente... Bum! Chuva estrondando, o céu esvaindo de cinza, enquanto a água fria e inesperada goteja&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;inflamando mais a fogueira da pressa citadina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Logo, saias, calças e vestuários multiformes correm mais, com mais gana de pressa,e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ai o passo aperta : êta chuva porquera!- Levantando às mãos para a chuva feito peneira para tapar o sol. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se vem ela caindo, a chuva, escarafunchando o chão, abrindo valas e córregos imundos. Vêm a luz novas poças fedorentas (e algumas fétidas, e com louvor). E vai caindo a chuva ameaçando destruir, sem perdão ou escrúpulos, os permanentes alheios, encharcando calçados fechados e planando os sulcos emborrachados das rodas radiais por cima de si, enquanto ela tenta se acalmar depois da queda imensa .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Então,desesperada , a Chuva amortece a pressa do transito,e vai deixando os motoristas à flor do mal-humor, com ânsias de revolta , numa súbita febre de repulsa e palavras torpes dirigidas aos outros motoristas, como também ao pobre volante morto-preto-sintético.&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Presas à parte, pequenas embalagens ,guimbas de cigarros abandonadas, outros lixinhos e dejetos leves vão escorregando fluxo abaixo, como crianças&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;caem de felizes num escorrega, na correnteza de poluída que aprisionou a água da chuva. Mesmo com a pressa ao redor deles, brincam na água sem fazer cerimônia e desdenhando da gente.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-3306863599213465157?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/3306863599213465157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=3306863599213465157' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/3306863599213465157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/3306863599213465157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/pressa-e-poa-urbanssimas-cenas.html' title='A pressa e a poça: urbaníssimas cenas'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-2591173778532670665</id><published>2008-03-23T18:31:00.000-07:00</published><updated>2008-03-23T18:33:01.913-07:00</updated><title type='text'>Uma certeza para Percorrer (e achar... se você puder)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu começaria um conto, caso houvesse, com este título. E se eu o escrevesse, seria então uma certeza,e eu a percorreria se um caminho para tal surgisse. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pois então perceba você a peculiaridade destas linhas... E se não estragasse a surpresa, eu mesmo a contaria! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Seria ótimo então que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a vida me proporcionasse condições melhores e assim o produziria satisfeito, com o lápis e o teclado na mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Seria um conto cheio de fábulas e maravilhas, como se alguém caminhasse de frente ao perigo, ou ao desconhecido. E muitos degustariam cada palavra: como se comessem algo suculento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Faiscaria, e como as palavras se remontassem por si só,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;coisas novas e inesperadas existiram. E grandes blocos,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se tais palavras imaginativas surgissem, cairiam ou flutuariam, dourados, muito-cor ou furta-cor, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;como se um trovão, de súbito “alumbramento” ou descobrimento, ressoasse diretamente na sua imaginação leitor!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Simples assim, rápido assim, como o súbito som de estalar de dedos (ou de palavras).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E para o número final destas linhas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“percorrentes”, se você , meu caro ,minha cara, percebesse a incrível jogada destas palavras com o título, Como você riria?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se caso riso ou súbito estranhamento lhe permitisse você responderia? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Ser-me-ia”  algo especial; compartilhar talvez...&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-2591173778532670665?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/2591173778532670665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=2591173778532670665' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/2591173778532670665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/2591173778532670665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/uma-certeza-para-percorrer-e-achar-se.html' title='Uma certeza para Percorrer (e achar... se você puder)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-8790667449127065293</id><published>2008-03-19T21:29:00.001-07:00</published><updated>2008-03-19T21:29:57.659-07:00</updated><title type='text'>“Bunitinho”</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Palavras caem do céu, e suas letras escorrem como a chuva numa noite estrelada e solitária. Elas pulam no ar, brincam de sons , enquanto nada são, apenas significado puro, pueril e ingênuo. Despretensiosas, esse é o adjetivo ideal (e já não seria mais uma palavra brincando comigo... que surpresa!). E ficam assim, brincando enquanto esperam a forma de um significado maior de um texto ou um contexto. Qualquer um destes serve. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Na chuva solitária de noite estrelada e céu límpido as palavras simples, aladas e divertidas vêm a mim para iniciarmos um jogo só nosso , onde o mais importante é divertir-nos e nada mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas divertir-nos de tal forma que passaríamos de praça na sexta a noite à guarda chuva naquela chuvinha chata de quarta feira às cinco horas da tarde. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Mesmo assim, mesmo brincando, poderíamos até brigar. E brigar de tal forma, e tão feio, que elas se esconderiam de mim. Só de birra. Só de raiva &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E assim eu ficando já louco... louco então para continuar a brincadeira até a chuva parar e sono vir, junto com a lua que já está alta no céu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E mesmo dormindo , elas escorregam para os meus sonhos noturnos, e me assobiando novas aventuras, continuo assim essa brincadeira com as palavras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-8790667449127065293?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/8790667449127065293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=8790667449127065293' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/8790667449127065293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/8790667449127065293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/bunitinho.html' title='“Bunitinho”'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-3187593208955683499</id><published>2008-03-18T18:25:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T18:28:42.446-07:00</updated><title type='text'>18/03 – Descrição II (repensar e recuperar)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mundo gira em torno de um ar enfraquecido, e seco que o dia me proporciona. O dia gira, fica seco. Levanto-me fracamente enquanto a porta lá fora é aberta por uma voz amiga que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;num gesto simples, mas de profundo carinho, traz coisas ao socorre de um intestino irritado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Faz-me um pouco de companhia, e depois volta. Pois a vida segue e um dia na vida de quem está doente é assim mesmo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enquanto isso me exaspero por dentro : queria estar no trabalho, interagindo conversando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Logo minha companhia vai embora e eu sabia que passaria o restante das horas do dia sozinho. Ou na companhia de minha bíblia, ou de um joguinho, ou de "Senhora". Mas Deus sempre fica ao meu lado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É tempo de repensar minha "solteirice".&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Estava confortável , e até prazeroso. Mas de repente começou a pesar. A bem da verdade, é que as coisas já não são tão jovens quando se esta à beira dos 29 anos. Já me preocupei muito com a idade, casamento, filhos (apesar de sempre, no fundo desejar construir uma família) e uma esposa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Dia de sol, dor de cabeça e uma lista restritíssima de alimentos que se podem comer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enquanto isso eu curto um tedioso dia em casa. Não gosto de ficar em casa de molho. Me irrita: não quero mais ficar sozinho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Doente então nem se fale!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas o dia acaba a noite chega, outra visita vem. Melhora um pouco. Devagar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Preciso repensar minha vida, pois está pesada, tal como a dor de cabeça que vai passando , devido ao remédio, ou a noite que vai chegando cálida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Passei o dia em casa, suando e doente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O dia valeu a pena por escrever. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Valeu mais a pena por repensar minha vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Declaro publicamente que aceito passar para o outro estágio da vida de um homem: construir um lar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Digno... De preferência...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-3187593208955683499?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/3187593208955683499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=3187593208955683499' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/3187593208955683499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/3187593208955683499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/1803-descrio-ii-repensar-e-recuperar.html' title='18/03 – Descrição II (repensar e recuperar)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-8810978494063722317</id><published>2008-03-16T20:12:00.001-07:00</published><updated>2008-03-16T20:12:57.800-07:00</updated><title type='text'>Descrições I ( a praça domingo a noite)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A tolice do ar condensava-se com a chuva que estava para cair estranha, como a voz rouca de um homem embriagado que cantava um sucesso dos anos oitenta num microfone próximo. E o barulho das molas rangendo no pula-pula barato onde algumas crianças brincam vai se juntando ao som de alguns adultos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que conversam algo, e sempre sobre vida sentimental mal resolvida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;E o som confuso de um casal que discute e musicas furiosas e sem sentindo infundiam mais o ar débil daquela praça de domingo a noite. Homens, aos bandos ou de carro,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;gritam gracinhas obscenas aos trajes semi-nús das jovens que também em grupos, andam sem rumo sorrindo em sem sentido, estampando um batom barato de mais um domingo de festa . Uma festa sem um motivo real para comemorar. Uma festa de idiotas. Uma noite de tolos. E risos rápidos e baratos circulavam no ar junto com a fumaça de cigarros e carros, formando um turbilhão sem-sentido com a volúpia dos corpos que se abrasavam o ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Tudo era idiota, ingênuo, promíscuo, algumas vezes, indigesto e destrutivamente consumidor. E como gafanhotos que se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acometem sobre plantas, pessoas se amontoam em praças , bares e karaokês para consumirem bebida, comida, ar e uns ao outros, sem se importar com o dia de amanha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Amanhã é amanhã. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O amanhã não existe; o amanhã começa hoje... agora.. .aqui. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-8810978494063722317?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/8810978494063722317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=8810978494063722317' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/8810978494063722317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/8810978494063722317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/descries-i-praa-domingo-noite.html' title='Descrições I ( a praça domingo a noite)'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6740183808968427989.post-2672740871602464132</id><published>2008-03-16T20:09:00.000-07:00</published><updated>2008-03-16T20:10:24.030-07:00</updated><title type='text'>Testemunha de desaparecer</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mãos rápidas. Precisas. A palavra já lhe trazia certa cada tecla para o registro de cada letra ou sinal pensado. E assim um raio passava de uma tecla para outra. Num átimo. Um dos mais rápidos num raio de trezentos quilômetros; testemunhado por funcionários de grandes empresas internacionais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sua vida ritmava ao som das palhetas estalando palavras ao papel, das batidas dos dedos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nas teclas suavizadas ou pela troca de papel , ou pela troca da fita. Datilografar era a sua vida e o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que mais amava. Pelas suas contas, ja deveria ter dado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;três voltas ao mundo datilografando. naquela época seus pensamentos se tornaram céleres como seus dedos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Datilografar era a sua vida e o motivo de ter se tornado alguém, dentre os muitos deste mundo. Era o que lhe tornava a vida especial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Como então olhar para si mesmo sem máquinas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de escrever, sem aquela aparelhagem que lhe era tão cara, tão viva?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;De muito não datilografava mais. Sentia-se desaparecer. E lhe era verdade. Cada suspiro demonstrava isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Em algumas horas desapareceria, junto com sua amada que desaparecera há anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Nos últimos momentos de vidas os humanos retornam às mais antigas tramas de suas memórias. E este aqui que está prestes a desaparecer não é exceção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Seu trabalho, e o orgulho que lhe trazia, fazem parte deste caminho da memória, que como um fio vai "re-tecendo" sua trama. Lembra de lugares, nomes, pessoas. Suas mãos se responsabilizavam por documentos importantes, relatos e avisos; seu trabalho, apesar de extinto, era digno e respeitado. Pude ouvi-lo dizer: “eram dias dourados e gloriosos". &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;De certa forma, a palavra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fazia parte do incrível conjunto de engrenagens que faziam o texto se movimentar. Uma vez percebera que a palavra era a engrenagem principal de todo o conjunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Um dia, inclusive, desejou ser um melhor usuário e conhecedor das letras. Nestes momentos finais se arrepende de não ter levado adiante esta empresa, pois hoje, teria de alguma forma , melhor registrado aquele tempo áureo que a humanidade passou muito rápido e não o digeriu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Talvez,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se conhecesse melhor as palavras poderia ter expressado melhor, junto com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sua amada e seu incrível conjunto de engrenagens,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as coisas simples que lhe conferia o prazer da datilografia. o acalanto do barulho da datilografia,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o som do papel saindo, pronto "falando" o que deveria dizer, poderia ter&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;contado aos outros como lhes eram caras estas impressões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Lembranças que não se sentiu competente para registrar, e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;agora desaparecerão junto com ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Apenas eu, um límpido copo d’água, junto à cômoda da cama, tenho comigo seus últimos momentos, gravados numa superfície antiga de água, fácil de ler. Dito para que um outro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as registre, e você leia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A hora de juntar-se a sua profissão amada estava chegando, e começando pelas suas lágrimas ,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o desaparecimento iniciou. tentou buscar-me na sua cômoda, mas suas mãos já não eram: estavam transparentes, e a tristeza terminou de lhe inundar o coração. Queixou-se de não sentir mais as suas pernas, num tom rouco e choroso. Suas mãos rápidas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e antigas de histórias para contar já não existiam mais. Pude ouvir , muito baixou e rouco, uma palavra de agradecimento a Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Foi então que percebi que suas cobertas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;jaziam vazias pela cama velha e macia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E tomado pelo nada que definia sua profissão nos dias de hoje, desaparecia assim o mais rápido e anônimo datilografo que o mundo já conhecera.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6740183808968427989-2672740871602464132?l=vidaurbanaoutravez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/feeds/2672740871602464132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6740183808968427989&amp;postID=2672740871602464132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/2672740871602464132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6740183808968427989/posts/default/2672740871602464132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidaurbanaoutravez.blogspot.com/2008/03/testemunha-de-desaparecer.html' title='Testemunha de desaparecer'/><author><name>Caio Bessa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15543242705674815176</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
